31.3.08

Lasanha cascuda de Berinjela do Manutécnico Marcelão

Mas olha que mundo pequeno. Tô trovando com um parceiro que jogava basquete comigo nos tempos de Zequina no MSN e tal, quando o cara me larga essa: "Bah tchê, legal teu blog de receitas. Eu tb curto uma cozinha, temos uma confraria da construção e tal, fazemos um rango de vez em quando... Publicamos até um livro esses tempos: Porto Alegre, Obras e Sabores.".

Não preciso dizer nada né? Caiu. O cara me deu um exemplar do livro deles (show de bola, por sinal) e já tem uma receita dessa galera que curte um bom rango aqui no nosso blog. Uma lasanha de berinjela que é um dedo destroncado no dia mais frio do ano. Vamos a ela.

Ingredientes:

- 1 beringela grande cortada em fatias finas;
- 250gr de queijo mussarela fatiado;
- 300gr de presuno gordo fatiado (nã, nã, nem vem com esse papo de dieta);
- 200gr de queijo roquefort;
- 300gr de tomates cereja partidos ao meio;
- 300gr de champignhons;
- 2 colheres de sopa de "mantêuga";
- 1 pacote de queijo parmesão ralado;
- 300ml de leite;
- 1 copo de requeijão;

Modo de preparo:

Tchê, muito barbada. No liquidificador você bate o leite, o requeijão e o queijo roquefort. Pegue esse molho que acabou de fazer e leve ao fogo baixo numa panela, sempre cuidando para não deixar o leite ferver. Equanto o leite esquenta, cozinhe os champignhons e os tomates na manteiga, por uns 7 minutos, mexendo sempre. Derrame essa mistureba na panela do molho e deixe cozinhando por mais 1 minuto, sempre cuidando para não deixar o leite ferver.

Feito rapá, agora é só pegar uma refratário, e ir fazendo uma camada de berinjela, uma de queijo, uma de presunto e uma de molho. Repita mais uma camada nessa mesma ordem, e na última camada, espalhe o queijo parmesão ralado. Leve ao forno por 45 minutos e vá ser feliz meu guri, que isso aí tá violento.

Dica do Japa:

- Se você sentir que o seu molho de queijo tá muito leitoso, dê uma engrossada com um pouco mais de queijo, senão vai ficar uma sopa de lasanha ao invés de lasanha ;o)

- Essa receita feita com uma carne no forno é pra engordar 2 kg em uma noite. Vai por mim que eu quase cheguei lá... ;o)

Trilha sonora da receita: Shut'em down - Public Enemy (recomendação do próprio Marcelo, wazahhh).

Have fun, aloha e coisarada.

t+

TCF - The Cooking Fellowship é "O que a casa oferece" (.blogspot.com)

17.3.08

Camarao na Moranga



Estavamos decidindo em qual cozinha iriamos bagunçar e sujar, quando o Spk me diz: "cara, to devendo um rango pros meus coroas!"... bah, promessa é dívida... e prometeu pros coras, o TCF tá dentraço!


Além disso, muitos foram os pedidos para que o TCF entrasse na cozinha para preparar esse belo prato. Para não dizer que estamos mentindo, vamos revelar o número exato dessas solicitações: 5 (cinco). Isso mesmo! 5 insanos pediram para que preparassemos esse Camarão na moranga, é verdade que se diga que tivemos um voto contra, o do Pantufa, pois ele não curte esse fruto do mar. Mas como foi voto vencido... já era, tá pronto, mete esse mesmo!

Ingredientes:

- 1 moranga grande;
- 1/2 kg de camarão (já descascado);
- 1 tomate;
- 1 cebola;
- 1 copo e 1/2 de vinho branco;
- 1 copo e 1/2 de caldo de peixe ou caldo do próprio camarão;
- 1 colher de farinha de trigo;
- 1 copo de requeijão;
- sal e pimenta a gosto;

Modo de preparo:

Meu velho, é o seguinte, antes de preparar o caldo e tudo mais, já liga o forno na temperatura mais baixa. O próximo passo, é abrir a moranga, aí tu faz um buraco na parte de cima, tipo fazendo uma tampa. Bueno, feito isso, tens que limpar a moranga, ou seja, retirar as sementes e aquelas fibras que estão dentro, então tu podes usar uma colher, uma faca, na pedrada... sei lá...
Passado esse trabalho, o forno já deu uma pré-aquecida, coloca a moranga em algum refratário e já larga no forno em fogo baixo para ir cozinhando.

No liquidificador, tens que bater o tomate, a cebola, a farinha de trigo, o vinho e o caldo de camarão/peixe (ver dica do japa). Logo depois de bater tudo, leva pro fogão, e fica mexendo em fogo baixo. Nesse momento tu regula com sal e pimenta... Quando o caldo abrir fervura, é hora do requeijão... então deixa ele se dissolver levemente em fogo baixo.

Assim que o molho estiver homogênio, coloca o camarão e o caldo dentro da moranga. Leve ao forno, e deixe até que a moranga fique cozida, ou quase isso! (entre 40 minutos à 1 hora)

Dica do japa:

Sobre o vinho... cara, o vinho é para cozinhar, então a dica é vinho seco e daqueles bem chinelo mesmo, pois se o vinho fosse bom, beberíamos ao invés de colocar no rango;

Sobre o camarão e o caldo de peixe/camarão: se tu comprar o camarão sujo para limpar em casa (é mais barato e foi isso mesmo que fizemos), tu precisa deixar o camarão pré-cozido antes de colocar na moranga. Para fazer isso, basta ferver uma água e colocar no camarão, +/- em 2 minutos o camarão fica com aquela coloração rosada, daí beleza ele tá pré-cozido! Essa água que tu ferveu e largou camarão, depois tu usa para bater no liquidificador com os outros ingredientes.

Se tu usar um camarão pré-cozido e congelado, a dica é descongelar esse camarão antes, caso contrário ele vai soltar a água congelada no molho e teu caldo vai ficar muuuito aguado.
Caldo de peixe tem em tabletes;

Trilha sonora para a receita: Joe Satriani - Summer Song

Entretenimento áudio-visual para auxílio degustativo do prato: Caçadores de Emoção - Point Break

TCF

Filé de Angel com Cheese e Manjerica on the road


Antes de mais nada, uma historinha breve, para que os visitantes entendam como funciona essa catrefa. TCF on 3 steps:


Step 1: Sexta a noite na Ulbra, intervalo das 21hs

Firpão: - Bah Spk, tava comentando com o Vagner de fazer um camarão na moranga nesse findi.

Spk: - Wazahhh, caiu hein. Deixa que como moro em POA eu passo no mercado público pra conferir as ofertas do mar ;o)


Step 2: Sábado de manhã na casa dos pais do Spk

Spk: - Alô, Pantufa, onde tu ta rapá?

Pantufa: - Alô, ô meu, fala rápido pois tive que sair da aula pra atender.

Spk: - Seguinte, jantinha aqui na casa dos meus coroas hj, tipo 19:30hs.

Pantufa: - Ah muleque, se é pra lets go que seja now.


Step 3: Sábado, 19:30 na casa dos pais do Spk, Firpão e Letícia tocando o interfone, Pantufa e Tisi a caminho junto com a Sherol.


Essa introdução, é só para retratar o pq do prazer de cozinhar com esses caras. Sem tempo ruim, e sem frescura, TCF é pelo prazer de cozinhar com os brothers, entre as coisas da vida que dinheiro nenhum pode comprar (ok, dependendo da oferta ;o)).

Só vlw negada, mais uma vez. TCF LIVES ;o)

Enfim, aquele sábado que tu combinou com teus brothers de fazer um camarão na moranga, eis que surge a necessidade de um prato complementar (pois o camarão está pela hora da morte). Então vai rolar um filézinho de anjo recheado com um queijinho pra dar o levante com o prato principal. Pedimos licença para bagunçar a cozinha do seu Flávio e da dona Zilá e fomos a luta.

Ingredientes:

- 2,5 kg de filé de anjo (vai por mim, o bixo quase não tem espinhas, impressionante);

- 400 gr de uma peça de queijo lanche;

- 1 ramo de manjericão;

- 1 pacotinho de ervas finas;

- sal e limão para temperar;

Modo de preparo:

Antes de mais nada chama teus coroas pro forrobodó e já vai tacando ceva na galera. Quando tua mãe pintar com aquele salamito comprado na festa da uva pra aperitivar tu já deve estar pra lá de Bangladesh, então é hora de começar a receita (que é muito rápida).

Numa travessa, tempere os filés com sal e limão a gosto. Parta a peça de queijo em tiras pequenas. Enrole as folhas de manjericão e parta-as em tiras finas. Abra o filé de peixe e adicione numa extremidade a tira de queijo, uma pitada de manjericão e uma pitada de ervas finas. Enrole o filé de peixe até a outra extremidade e prenda-a com um palito. Vá adicionando os enrolados numa forma untada com azeite da olívia.

Depois de todos enrolados e devidamente inseridos na forma, polvilhe o que sobrou do manjericão sobre os filés e polvilhe também um pouco de ervas finas. Derrame um pouco do azeite sobre os filés, brigue com o brother que está fazendo a moranga pelo direito de usar o forno e deixe-o lá por uns 30 minutos e vá ser feliz meu guri que isso aí tá que é uma mordida de fêmea de pitbull .

Dica do Japa:

- Tchê, dica número um, para os amantes da pimenta (assim como os integrantes do TCF): comprem a pimentinha casca da dona Zilá, e tasquem nessa receita, hehehe. Rapaz é de fechar a glote e mandar o meliante pro hospital na primeira garfada. Estamos aceitando encomendas ;o)

- Um vinhozinho branco para temperar o peixe tb é uma boa pedida hein. Não tem erro.

Trilha sonora da receita: O que é o amor - Arlindo Cruz (huahuahuuha, precisava ver a cara do Firpo e do Vaguinho curtindo um pagode na hora da janta, impagável ;o)).

Have fun, aloha e coisarada.

t+

TCF - The Cooking Fellowship

3.3.08

Nachos with chili beans



"bem moçada... negócio é o seguinte: o pau vai come solto aqui... então... todo mundo pá trás!!!"Inspirado nessa celebre frase daquele vídeo do Batman, que uns malucos fizeram uma dublagem prá lá de escrachada, resolvemos fazer esse rangão p/ lah de bagdá... ou melhor bemmmm prá cá de bagda... se tu curte os filmes mexicanos de bang bang, meu velho... esse é o prato certo! Ah, antes de prepará-lo, é melhor ver com a galera se há algum infeliz com problemas com pimentas, hemorróidas e tal...

Ingredientes:


- carne moida (codinome - bigodón del boi raladón); Para a quantidade, +/- 1 kg para 6 pessoas, ou tu calcula tipo 200 gramas p/ cada vivente.
- 1 cebola (codinome - cebolón olhitos lacrimejantes);
- pasta de alho (codinome - alhitón bafón de onça);
- requeijão tipo cheddar (codinome - requeijito da ligadita);
- pimenta (codinome - pimentón fogo pelas venta);
- sal;- paprica doce;
- cominho;
- feijão (jah cozido de tresontonte e aquecido);
- molho de tomate para taco (hot);
- doritos queijo nacho;
- ruffles;

Modo de preparo:


Velho, seguinte... numa panela dah uma dourada na cebola e na pasta de alho, enquanto isso vai temperando a carne moida com o sal, paprica doce e o cominho. Depois larga essa carne moida temperada na panela e deixa lah fritando... fica melhor de desmanchar todas aquelas bolinhas da carne.

Quando a carne estiver pronta, vai largando o feijão na panela... de preferência sem o caldo do feijão. Pode colocar bastante feijão, não esquecendo que a quantidade do feijão deve ser menor que a quantidade da carne moida.

Feito isso, vai largando a pimenta e o molho de tomate para taco na carne... e vai experimentando até achar o ponto da pimenta que tu acha o suficiente.

Depois disso, mistura o cheddar e fica mexendo até derreter o requeijão e a mistura ficar bem homogênea.

Sirva quente e acompanhado dos doritos (que na minha opinião fica melhor) e ruffles.

Dica do japa:


Se o feijão estiver bem temperado, com bacon, calabresa e etc... bah fica o luxo. Fizemos com feijão preto, porque era o que tava pronto... mas pode fazer com o feijão marrom que fica com uma aparência mais tri.A quantidade do cheddar, eh +/- o seguinte, 1/2 pote de requeijão para 1/2 kg de carne moida que tu for fazer.Até nem precisa colocar o cominho e a páprica doce, eu que quis usar uns temperos q tinha lah em casa em alguma coisa...


Trilha sonora para a receita:Los Lobos with Antonio Banderas - Canción Del Mariachi (Morena De Mi Corazón)

Entretenimento áudio-visual para auxílio degustativo do prato:Um Drink no Inferno - From Dusk Till Dawn

22.2.08

Guacamole miguelito!

Ingredientes

- abacate
- limão
- alho
- pimenta
- mais pimenta
- tomate
- cebola
- ervas (oregano, salsinha, cebolinha, coentro, etc.)
- óleo da Olívia
- sal

Modo de fazer

Bom, daih o miguelito pegava o abacate e segue o que ele fazia com a pobre fruta: tira o q nao vai usar (casca e caroço) e amassa bem com o suco de um limão, pimentas variadas, adiciona tomate e cebola beeem picados, um ou dois dentes de alho (em papa), um fio de óleo da olívia e as ervas, nao esquecendo de regular o sal. Mexe bem e amassa bem. Virou uma papa. Tá feito meu querido. Carrega dissoaí em cima d'umas torradinhas e salgadinhos tipo ruffles e doritos e agradece a culinaria mexicana. Mais fácil que fazer leite em pó (sim, é só congelar o leite e ralar depois).

Dica do japa

- saca ali nos ingredientes que tem aquele item chamado "mais pimenta"? Pois eh, te atraca meu... dá pra colocar aquela pimenta calabresa em flocos, dá pra usar aquelas pimentas em pó e tudo mais. Nesta receita usei aquela pimenta em conserva que tinha na casa do firpão (aquela com caldinho) e ainda uma dedo-de-moça picadinha. Ah, tinha também o molho de tomate com pimenta Hot para tacos.

- para testar o contraste, usamos torradinhas light, pão árabe, doritos queijo nacho e ruffles original. Tudo muito bom com guacamole.
- usei um abacate, um tomate, uma cebola, um limao, um fio de oleo, uma pitada generosa de sal e um pouco de cada erva/pimenta.
- pra quem conhece o Habib's... segundo o spk, a essencia do sabor é a mesma das esfirras.

Trilha sonora para a obra: Sepultura - Ratamahatta (se você estiver com pressa) e Buffalo Springfield - For What It's Worth (se você quiser apreciar uma das musicas que lhe fará relaxar ainda mais, nao importa o tempo ruim)

TCF

13.2.08

A Maciez da Lasanha de Batata com Carne Moída



Ingredientes:

- batatas (quantas você quiser) - eu usei 1Kg aproximadamente

- carne moída (quanto você quiser) - eu usei 1kg aproximadamente

- queijo fatiado (quanto você quiser) - eu usei apenas para cobrir a receita
depois de pronta

- 500g de molho de tomate

- saladas diversas

Modo de fazer:


Heheh, eu ateh acho engraçado porque todas as vezes que vou iniciar uma receita eu quero começar dizendo "barbadinha cara!". E o processo realmente o é. Coloque as batatas com casca e tudo em uma panela com água e cozinhe-as. Depois, remova as cascas e amasse as batatas apenas, se quiser adicionar umas gotas de leite para deixar o processo parecido com um purê, be my guest. Podes colocar um pouco de manteiga também, daí nao escapa de ser um purê né?

A carne moída deve ser preparada com óleo e depois que cozinhar acrescente molho de tomate e mexa. Tempere com sal a gosto e podes usar cebola picadinha também no preparo se preferir, adicionando ainda no momento em que estiver cozinhando a carne.

Com o molho pronto, e as batatas prontas, distribua camadas intercaladas de carne com molho e batatas em uma forma. Ao final, distribua fatias de queijo sobre o preparado e leve ao forno para dourar (alguns minutos a 200 graus).

Com o auxílio de uma saladinha e um arroz integral, a receita desce redonda.

Dica do japa:

- Aparentemente idêntica a receita "Lasanha Casca do Newtinho", o objeto da receita é bem mais macio uma vez que é feito com batatas no lugar de massa. A dica é para que, caso possua maior quantidade de queijo em mãos, intercale também uma camada de queijo sobre cada par de camadas batata-carne (ou carne-batata, as you wish).
- Para as saladas, a dica é uma alfacezinha americana, brocolis, repolho ralado com orégano e vinagre, etc.- Para beber, você pode usufruir de bebidas engarrafadas, enlatadas ou whatever. Mas, eu sugiro acompanhar o site para receitas de sucos que servem perfeitamente de acompanhamento para pratos como este. Wait and see!

Trilha Sonora: Hebert Viana e Cassia Eller - Mr. Scarecrow

TCF – The Cooking Fellowship

Filés de Frango com Requeijão e Bacon



Ingredientes:


- umas 400g de requeijão (ou mais se preferir)
- bacon cortado em cubinhos beeem pequeninhos
- filés de frango do tamanho que você curte, na quantidade que achas necessario
- temperos para frango

Modo de fazer:


Dah uma fritadinha no frango cara, tipo, se quiser cozinhar na água primeiro e dar uma fritadinha depois também pode ser. Nao esquece de temperar antes o franguinho se fores fritar direto, na receita passamos um sazon mas tu podes usar outros, até uma pimentinha vai bem.Depois de fritinho, tu reserva e começa a fritar os cubinhos de bacon em uma panela grande. Quando estiverem fritando, some o requeijão e vá mexendo. Quando misturar isso aí, soma o franguinho previamente fritinho (entre o frito e o cozido saca?) e mexe mais... bom, daih vai mexendo até encorpar tudo isso aih. Tah na mao, funciona com arrozinho branco e umas saladinhas leves. Serve isso aih e como diz o meu colega spk, "vá ser feliz"!Tchê, dificuldade da receita? Nenhuma. É saboroso? Huhauahuaha, nao tem receita ruim no cardápio meu velho. Rende bastante? Depende de o quanto você(s) consegue(m) comer. Bah, uma cervejinha bem gelada de acompanhamento pode soar tão bem quanto um vinhozinho.


Dica do japa:


Olha, parece que o japa nao tem muito a contribuir nesta receita, porque é muito barbada. É só aproveitar mesmo. A dica seria convidar gente boa (amigos de fé) pra acompanhar você na hora da degustação.


Trilha Sonora: Receitinha que pede o feeling de blues melódico, mas em uma versão trazida pro rock'n roll. Nada melhor que "Veja Amor" da banda TNT aonde encontramos passagens que retratam o sofrimento característico do blues original como: "Veja, amor...Por quanto tempo você me enganou...Meu coração não conhecia a dor...Não sei se vou me curar"

TCF – The Cooking Fellowship

8.2.08

Porquito com molho de Maracujá / Hortelã do TCF


Mais um daqueles brilhantes dias onde, após verificada a disponibilidade imediata dos integrantes, o TCF se reune quase que tradicionalmente na casa do Pantufa para celebrar a vida e a arte culinária. Ok, mais a vida do que qualquer outra coisa. O que importa é que desse encontro saíram dois molhos que vão fazer sucesso na sua cozinha (vai pela gente, já te colocamos em fria alguma vez? Hein? Hein?). Molho de maracujá e molho de hortelã, ambos para serem degustados com um porquinho assado. Segu o goró.


Ingredientes:


Para o porco:

- 1 pedaço de porco do tamanho da sua fome;

- alecrim;

- sal a gosto;

- caldo de carne em pó;

- pimenta do reino;

- tempero de cebola e alho seco (R$1,50 no mercado público);


Para o molho de hortelã

- 1 copo de iogurte natural;

- 1 cebola picada;

- 1 caixinha de creme de leite;

- 1 xícara de água com 2 colheres de sopa de farinha;

- sal e pimenta a gosto;

- 1 ramo de hortelã picadinha;


Para o molho de maracujá

- 1 xícara de suco concentrado de maracujá (tipo os maguarys da vida);

- 1 colher de sopa de maisena;

- 1 caixinha de creme de leite;

- sal e pimenta a gosto;


Modo de preparo:


Vamos começar pelo porquinho. Tempere-o com os temperos sugeridos e leve-o ao forno por pelo menos uma hora e meia. Se o seu forno tem dourador, ligue-o após uma hora de cozimento. Enquanto essa belezura assa no forno, vamos preparar os molhos, primeiro o de hortelã.


Numa panela aqueça a xícara d'água com a farinha, sempre misturando para não empedrar. Adicione a cebola e continue mexendo. Adicione o creme de leite e o iogurte, mexendo sempre até ficar um molho grosso. Tempere com sal e pimenta, adicone a hortelã e deixe cozinhar por mais 5 minutinhos.


Agora passemos ao molho de maracujá. Numa panela, adicione a xícara do concentrado de maracujá e a colher de maisena. Mexa bastante para que fique um molho grosso e adicione o creme de leite. Continue misturando e quando o molho estiver unifrme, tempere com sal e pimenta a gosto. Cozinhe por mais 5 minutos e desligue o fogo. Adicione a polpa do maracujá, mexa bem e espere esfriar.


Assim que o porquinho estiver pedindo para sair do forno, sirva-o com ambos os molhos em potinhos separados, para que o vivente escolha o de sua preferência.


Dica do Japa:


- Use a polpa de maracujá para fazer o molho. Caso contrário você pode correr o risco de ouvir expressões como: "Mas não era para ter gosto de maracujá?"

- Tanto o molho de hortelã, quanto o de maracujá podem ser batidos no liquidificador. Eu prefiro fazê-los assim mesmo, mas gosto não se discute. Se você preferir, tasca tudo no liquidificador e vai ser feliz.

- Aprecie com moderação. No dia dessa receita nós comemos amendoins, muita canha feita pelo Vaguinho, polenta frita, porco com molho de maracujá e hortelã, rapadura (2 receitas abaixo desta), suco de couve com limão, e para fechar a conta, um cafezinho do mercado. Vai por mim, o resultado foi desastroso ;o)


Trilha sonora da receita: Fé em Deus - Diogo Nogueira


Have fun, aloha e coisarada.

TCF – The Cooking Fellowship

Salada de cevada com tudo dentro do Ivan Drago - The eye of the Tiger


Não disse que período de férias era uma maravilha? Segue mais uma receita para abrilhantar nosso super bem frequentado blog. Pegando o gancho (literalmente falando) deixado pelo meu amigo Vaguinho a duas receitas atrás (onde ele cita Apollo Creed - o Doutrinador), dedicamos essa receitinha de salada de cevada com tudo dentro ao grande Ivan Drago, pois esta foi sua refeição antes daquela luta fatídica na qual ele perdeu por "bater demais" em Rocky Balboa.


Ingredientes:


- 2 cenouras picadinhas;

- 1 abobrinha grande picadinha;

- 1 berinjela grande picadinha;

- 1 cebola grande picadinha;

- 4 dentes de alho;

- suco de 3 limões;

- muita folha de manjericão e hortelã;

- 2 xícaras de cevada;

- azeite da Olívia;

- sal e pimenta a gosto;


Modo de preparo:


Antes de qualquer coisa, coloque a cevada a cozinhar com 4 xícaras d'água. Assim que levantar fervura, deixe-a por alguns minutos (conforme manda a embalagem) e reserve-a. Numa panela grande, aqueça o azeite de oliva e adicione as 4 cabeças de alho. Doure-as nesse azeite e depois remova-as (é só pra dar um gostinho do alho no azeite ;)). Adicione todas as verduras e deixe cozinhando, mexendo de vez em quando. Quando estiverem bem cozidas, adicione as ervas bem raladinhas e continue mexendo. Tempere com sal a gosto e adicione a cevada que estava reservada. Misture. Adicione o suco de limão e deixe cozinhar por mais alguns minutos. Reza a lenda que foi este suco de limão que deu o revertério no Drago e que fez ele perder aquela luta, mas não há nada que comprove este fato. Enfim, deixe cozinhando por mais uns minutinho e espere esfriar. Sirva gelada de preferência.


Dica do Japa:


- Se você está numa fase light da sua vida, essa salada serve como uma refeição completa, e tem tudo o que você precisa para manter essa barriguinha de liquinho que você tanto preserva ;)


- Se você quiser, pode adicionar outras verduras nessa paçoca que também fica da bruxa. Couve flor e brócolis dão um tchãn bacana, vai por mim.


Trilha sonora: The eye of the tiger do Survivor, é claro.


Have Fun, aloha e coisarada.
TCF – The Cooking Fellowship



Frango com Honey Mel Amendoado


Férias da faculdade são sempre abençoadas, pois essa sensação de "tempo sobrando" que normalmente sente-se neste período é impagável. Logo, esse tempo livre reverte-se em "cooking time" que obviamente deve ser desfrutado com a galera do TCF. Aproveitando as férias, segue mais uma receitinha de frango com mel, boa pra dar um levante.

Ingredientes:

- 2 cebolas roxas (roxa com "x", por favor) picadas;
- 1 tomate grande picado;
- 2 dentes de alho picados;
- 1 colher de sopa de açafrão em pó;
- 1 colher de chá de gengibre (amassado, ralado, vc é quem sabe);
- 3 punhados de amêndoas;
- 400gr de coxas/sobrecoxas de frango (se você preferir tambem pode ser de peito de frango);
- 1 pitada de pimenta do reino;
- sal a gosto;
- 2 pacotinhos de sazon amarelo (para saladas, aves e etc);
- mel;

Modo de preparo:

Não tem mais fácil. Numa panela de ferro grande, aqueça um filete de azeite da Olívia, coloque o frango e vá cozinhando, adicoinando um pouco de água vez ou outra para não grudar na panela. Enquanto estiver no cozimento, você já pode temperá-lo com sal. Depois do bichinho estar cozido, remova-o da panela. Naquele caldinho que sobrou, adicione as cebolas, o tomate, o gengibre, o sazon, a pimenta, o alho e o açafrão e continue mexendo até os legumes ficarem cozidos e o caldo bem consistente. Adicone mel a gosto (eu sugiro uma xícara), e as amêndoas e continue mexendo por mais alguns minutos até o caldo ficar bem grosso. Adicone o frango novamente na panela e vá ser feliz meu garoto.

Dica do japa:

- Tem gente que gosta da receita mais melada, outros menos. Você vai regular isso no mel (ah pára, gênio!!!). Comece adicionando pouco mel, e vá acrescentando mais até atingir a concistência desejada.
- Capriche no arrozinho branco para servir com essa belezura.

Trilha sonora: Essa comidinha cai bem ao som de Maria Rita, algo tipo "Tá Perdoado" é uma boa.

Have Fun, aloha e coisarada.
TCF – The Cooking Fellowship

7.2.08

Rapadurinha Apollo Doutrinador - You can do it!



Pô! Rapadura brother? Fala sério! Pois é, pra galera que achava que os Fellows do TheCooking serviam apenas para pratos principais e aperitivinhos, agora o negócio começa a tomar corpo na aventura de trabalhar também com sobremesas.
Bah, mas deve ser um pé esse negócio de fazer uma rapadura... alta mão e tal, mega-complicado. Que nada brother, melzinho na chupeta, fácil como dropar a primeira onda (o cara leva uma infindável quantidade de vacas pro curriculo, mas quando engrena...). vamos ao que interessa:

Ingredientes:

- umas 800g de açucar (eu nao consigo usar todo o pacotinho de 1Kg)
- um pacote de amendoins já descascados (mesmo tamanho do pacote de açucar)
- uma xicara de leite
- um copo d'água

Modo de fazer:

Bah nego-véio, maior barbada impossível. Dê um jeito de triturar os amendoins. Para esta receita, eu usei um pilão de pedra e fui moendo aos poucos, deixei alguns grãos quase inteiros propositalmente, mas tu podes usar um liquidificador ou até mesmo enrolar os amendoins em um pano e descer o cacete, digo, bater sobre o pano ou até mesmo usar a metodologia do pizzaiolo como se fosse abrir uma massa de pizza, mas com força para quebrar os grãos.

Depois de moídos, tu colocas em uma panela grande a xicara de leite e, já sobre o fogo, vá adicionando o açucar aos poucos e mexendo (quando eu me referi a estar sobre o fogo, nao quis mencionar o fato de tu estares ou nao bebado, mas sim que a panela deve estar sobre o fogo). Beleza, vá mexendo até ferver ou pouco antes caso você já conheça o ponto de fervura (ferve quando começa a espumar ou fazer umas bolhas). Daí acrescente o amendoim e vai mexendo... vai mexendo... ahhh muleeeeque... nao desiste... mexe meeeesmo... não remexe cara, apenas mexe! Cuidado que se respingar dói... vai mexendo até levantar fervura novamente, ou um pouquiiiiinho antes pros mais ligados.
Bom, quando estiver no ponto, eu sugiro que esteja limpo o lugar onde tu vais colocar as rapaduras, uma superficie de pedra seria o ideal. Cuidado, tu tens pouco tempo para tirar a mistura da panela e molda-la, a menos que a panela permaneça no fogo enquanto estiveres retirando aos poucos cada rapadura e deixando descançar sobre a superficie que falamos. Cara, era wilson, deixa esfriar e vamo nélson. Agradecimentos à Silvane que levou não mais que 1 minuto para me ensinar o processo todo, essa sabeeee!

Dica do japa:

- Agora sim, tooooda a base... Antes de tirar o conteudo da panela para deixar esfriar sobre a superficie nos formatos, pulverize a superficie com agua, do contrario a rapadura ficará presa e a única maneira de removê-la da superfície será quebrando a mesma. Pode colocar agua mesmo... mas na manha né!
- Eu sugiro usar uma colher-de-pau para mexer enquanto estiver ao fogo, mas na hora de moldar as rapadurinhas, use uma colher convencional que é menor e proporciona um tamanho bom para cada rapadura.
- A terceira dica seria tu entregar a "rapa" da panela a um convidado qualquer pois é muito bom, mas deixa pra avisar ele que ele deve lavar a panela só depois que ele deliciar-se com o que nela estava grudado.

Trilha Sonora: Eu diria para ouvir Korn com participação especial da Amy Lee do Evanescence na musica Freak On A Leash, mas como o spk fica me tirando desde quando cantei Bring me to life pela primeira vez, o som sobressalente seria Thick as a Brick do meu amigo Jethro Tull.


TCF – The Cooking Fellowship

23.1.08

Crêpe de Bacalhau com Cameroon escaldado


Mas tchê, uma coisa é certa, na cozinha, sempre se pode dar um jeitinho num rango que não vai vingar. Era para ser uma receita de uma panqueca metida a besta (vulgo "Crêpe"), com bacalhau, mas vendo a meleca que ia sair, foi só tascar um camarãozinho na receita que o retorno foi garantido. Então taí a prova do crime. Crêpe de camarão com bacalhau.

Ingredientes:

Para o crepe:
- 1 colher de sopa de margarina com sal;
- 1 xícara de farinha de trigo (especial Sarandi se você mora no Nordeste);
- 3 ovos;
- meio litro de leite;
- uma pitada generosa de sal;
Para o recheio:
- 400gr de bacalhau dessalgado;
- 200gr de qualquer camarão que possa ser visto após o cozimento;
- 1 caixinha de creme de leite;
- 2 tomates picados;
- 2 dentes de alho picados;
- 1 ramo de salsinha picada;
- azeite da Olívia;
- sal e pimenta a gosto;

Modo de preparo:

Bem, tudo começa um dia antes, quando você vai até o mercado público com aquele incrível pesar e sofrimento pagar R$33,00 o kg do bacalhau (acredite, na época do Reveillon era esse o preço do bacalhau no Mercado Público de POA) - denúncia feita, segue o baile - Deixe o bacalhau de molho durante uma noite, trocando a água de vez em quando, se possível. Depois, desfie o pobre ser para que possa ser utilizado na receita. Ok, passemos para o dia seguinte...

Ferva água numa panela, e, depois da água fervida, despeje o camarão cru e sem pele nesta panela por 2 minutos. Isso mesmo, dê uma escaldada no pobre, porém sabororo crustáceo por 2 minutos e reserve-o.

Em uma panela, dê uma douradinha no alho e coloque os tomates, o bacalhau e a salsinha. Continue mexendo e você notará que sairá bastante água do bacalhau. Tempere com sal e pimenta a gosto. Deixe cozinhando por uns 5 minutos e remova essa água da panela. Com os ingredientes na panela (agora sem todo aquele caldo), insira o creme de leite e os camarões e continue mexendo. Deixe cozinhando com a panela fechada por mais uns 2 minutinhos e tá pronto. Agora vamos ao crêpe propriamente dito.

Como comente anteriormente, a massa é praticamente uma panqueca e o preparo é similar. Bata todos os ingredientes no liquidificador por 2 minutos. Deixe descansar na geladeira por 3 minutinhos. Numa frigideira, aqueça uma colher de margarina e adicione uma concha da massa, dourando bem de ambos os lados.

Feito o carreto meu guri. Massa pronta, recheio pronto, agora é só fechar os crepes com o recheio (e acredite, essa é a parte mais difícil) e ser feliz.

Dica do Japa:

- Tchê, colocar aquele caldinho que tu tirou da panela no arroz fica que é um tiro no rim;
- Muito feeling na hora de fazer os crêpes. Queimei vários por conta da minha inexperiência;
- Se você não tá afim de pagar R$33,00 o kg do bacalhau, ali no Mercado Público tem "Bacalhau Nacional" (vulgo cação salgado), que pode ser usado no lugar do bacalhau e custa R$10,00 o kg (mas ahhhhhh).

Trilha Sonora: Sade novamente, agora cantando Pearls (" hallelujahhhhhhh") e arrepiando os fiozinhos do braço do caboclo.

Have Fun, aloha e coisarada.
TCF – The Cooking Fellowship
Todos os direitos reservados (era só o que faltava tu roubar direito autoral de pobré né o mané)

Arroz com Champinhons do Aedes Egypt


Eita vida boa. Olha gente, tem muita receita já feita, devidamente fotografada e que não publicamos ainda, por pura falta de tempo, mas deixa estar, um dia a gente ganha na mega-sena e vai ter tempo de publicar todas elas.
Aqui segue uma receitinha muito rápida e que dá um levante no moral pra quem ficou caído depois de trocar as águas dos potinhos de planta no quintal : Arroz com Champinhons do Aedes Egypt. Vai por mim que essa receita tem mais efeito do que vacina contra dengue. Já te botei em fria alguma vez?

Ingredientes:

- 2 xícaras de arroz;
- 4 xícaras de água quente;
- 1 pacotinho de sazon amarelo (para arroz);
- 100gr de champinhons partidos em tiras;
- 1 pitada de açafrão;
- sal a gosto;
- azeite da Olívia;
- 3 colheres de sopa de creme de leite;

Modo de Preparo:

Esquente um pouco de azeite numa panela e coloque as duas xícaras de arroz. Adicione sal a gosto, o pacotinho de sazon e a colher de açafrão e continue mexendo. Mexa até o arroz começar a fritar, então despeje a água quente e deixe a panela meio tampada, cozinhando em fogo baixo. Quando o arroz estiver quase cozido (muito feeling nessa hora), abra a panela, despeje os champinhons e as três colheres de creme de leite, misture bem e tampe a panela, sempre em fogo baixo.

Espere secar um pouquinho (e quando eu digo "um pouquinho" eu quero dizer "bem pouquinho"), pois essa gororoba fica boa bem empapadinha, desligue o fogo e vá ser feliz.

Dica do Japa:

- Quanto mais creme de leite você puser nessa coisa, mais empapado ele vai ficar. Eu gosto de arroz beeeem empapado, então coloca quantas colheres te der na telha.

Trilha Sonora: Bah, há tempos que ando curtindo uma Sade, então essa receita vai rolar ao som de Jezebel: Jezebel wasn't born with a silver spoon in her mouth. She probably had less than every one of us. But when she knew how to walk she knew, how to bring the house down. Can't blame her for her beauty, she wins with her hands down...

Mas ahhhh

Have Fun, aloha e coisarada.
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4.12.07

Saint Peter do Wolverine, Batatas e Alface com Honey Mel


Mas ahh, aparece o brother aquele que foi teu colega em meados da época em que a tv pirata entraria em férias... ô lôco, quanto tempo se passou... e depois de velho que o brother vem ensinar a fazer um peixinho que me deixou sem palavras. E eu sugeri então, ainda remotamente, fazermos algum prato com batatas pra acompanhar o peixe, eis que o muchacho me larga a seguinte frase: "caraca, tenho uma receita de batata tmb que é o bicho!". Pronto, trabalho sujo Vaguinho: segue o cara no prato, "dá de mão nos talher" e registra a peleia.

Ingredientes:

- uma lata de milho verde
- uma caixinha de creme de leite
- sal (tu q sabes a quantidade)
- limão (uns 2 ou 3)
- mostarda em pó
- cebola cortada em rodelas (uma ou duas, ou mais, hehehe)
- queijo lanche/outro (pode ser fatiadinho e/ou ralado grosseiramente)
- batatas (óia galo, acho q 1,5kg)
- um cubo de manteiga
- alho desidratado
- 100g de queijo gorgonzola
- alface
- mel (acho legal entre 50 e 100ml)
- filezinhos de peixe (a quantidade eh contigo brother, acho q umas 500g tah legal). O brother comprou o tal de Saint Peter conforme indicação do vendedor. Era pura carne, e bem ameno assim, sem cheiro forte e tal... boa pedida
- meu segredo

Modo de preparo

Comecemos pelo peixe. Mentira, to de pegadinha, coloque os batatões para cozinhar na água, hehehehe. Agora sim, tempere o peixe apenas com um salzinho, o suco do limão e a mostarda em pó. Com o forno pré aquecido (mas ahhh), cobre o peixe com as cebolas em rodelas e podes deixar o peixinho se auto abafando-se a si mesmo propriamente na sauninha. Se a alface não estiver cortada, rasga as folhas em pedaços com as mãos ao lavar, pra não precisar dobrá-la ou até mesmo cortá-la (caraca, tróço tosco cortar alface) na hora de comer. Pega as alfaces prontinhas e reserva (aaaahhhh galo véio... "reserva"... toooda a base!).

Podemos então ir preparando (ó o gerúúúúndio!) o "molhozinho" que vai sobre as batatas. Para tanto, coloque o tabletão de manteiga na panela até derretê-lo e logo em seguida o alho desidratado. Some o gorgonzola desmanchando o mesmo (cara, eu escrevi "some", do verbo "somar" saca? eu jah sou praticamente um chef!). Pulverize a mostarda e era Wilson. No momento em que fazíamos, eu tinha uns 100ml de um recheio preparado para uns tomates que serviram de entrada (ver receita de tomates recheados) e misturei este contiúdo com o molho de queijo derretido. Tah na mão jorginho, agora é pegar as batatas já cozidas, des-cas-cá-las e cobrir com o "molhozinho", levando também ao forno em seguida, mas não sem antes colocar um pouco de queijo sobre as batatas.

No meio do vuco-vuco todo, entre comer a entrada que tu deves ter escolhido no site e preparar esse prato cheio de peripécias, ainda temos a cobertura do peixe que, até provar eu achava que não tinha nada demais... mais uma vez me despencaram os butiás do bolso... maluca e funcional! Coloque o milho da lata no liquidificador com o creme de leite, o meu segredo e bata. Quando eu digo bata, eu me refiro a ligar o aparelho pra ele fazer a mistura... não pra... bom, deixa pra lah. Tá na mão, voltemos ao peixe.

Digamos que o peixe já está entre 70 e 80% do tempo que deveria no forno, retire o mesmo e cubra com a mistura do liquidificador, colocando sobre toda essa loucura o queijo ralado grosseiramente ou mesmo em fatias finiiiiiiiiinhas. Volte o preparado ao forno e aguarde... a metamorfose estará em andamento e em alguns minutos o rango mutante estará tomando conta de você.

Pra não ficar sem ter o que fazer nesse tempo que resta, em uma xícara (ou um prato, ou sei lah) coloque o mel e misture com mostarda (não adianta suspirar, não vou dizer a quantidade, feeling brother! E essa mostarda eh aquela normal de cachorro quente...). Jeitosamente leve essa mistura por sobre a alface que estava reservada (se quiseres colocar umas gotas de limão, go ahead!)... Eis a salada de alface com mel e mostarda!
Já elvis, podes retirar o que tens no forno, servir com a salada e vamo nélson...

Dica do Japa

- receita boa pra fazer pros coroas, ou pra fazer com os amigos em um clima de reencontro e tal... nao fica pesado, dah pra comer à noite e etc.
- peixinho pode ser comprado no mercado público... sabe muuuuito!
- o mel, alface, limãozinho podem ser adquiridos nas feiras de 5a à tarde lá perto da casa do Ale na Botafogo em Poa, e se for perto das 19:30h eles estão liquidando a mercadoria para se verem livres! hehehe
- se tu tiveres um licorzinho de laranja e/ou cafeh em casa, o wolverine vai se amarrar... vai por mim.
- eu tava louco pra saber qual era o tal segredo cara, tem ateh livro e filme sobre isso... Daih o loco me tira um negocio do bolso, abriu e atirou no liquidificador com o milho e o creme de leite. Sabe o que era? Um tempero pronto, e na embalagem dizia "Meu segredo". Caraca, eu queria matar o wolverine.

Trilha sonora: Bah, agora sim, me puxei... quem tiver a oportunidade e quiser correr atrás, nao vai se arrepender de ouvir um som chamado 4+20 cujo autor(es) é(são) Crosby Stills Nash & Young. Se entenderes a letra então, eh de arrepiar. Em segundo lugar na parada, o cd dos Rolling Stones vale também (tiiiiimeeee is on my side, yes it is!!!!!).

TCF – The Cooking Fellowship

3.12.07

Feijuca Rock´n Roll do TCF


Então é isso, final de ano chegando, seu Noel lavando as renas para a viagem, teu décimo terceiro se esvaindo do teu bolso sem o menor pudor ou consideração, camarada acendendo as velas para Santa Edwiges, protetora dos pobres e endividados (segundo a crença popular é só acender uma vela para ela sobre as dívidas que a vela queima até o final e as contas somem, principalmente se pegarem fogo).
Mas também é época de união dos parentes e amigos queridos, então é claro que o TCF se reuniu para comemorar a chegada do final do ano (além de comemorar seu primeiro ano de vida em Outubro/07, é claro), com uma receita há muito prometida mas que já estava virando lenda: Feijoada.
É claro que quando a palavra “Feijoada” ou “Feijuca” para os mais íntimos na arte culinária, é pronunciada, logo vem à cabeça uma roda de samba, muita cerveja, todos os órgão do pobre porco (ou quase todos ;o)) numa panela de pressão, uma noite mal dormida e uma semana indo aos pés de 3 em 3 horas, quase certo, mas como os demais integrantes do TCF (aqui, leia-se Firpão e Pantufa, que juntos representam 66,66666666666... % do grupo) não são muito chegados a um Exaltasamba ou a um Fundo de Quintal, fizemos uma Feijuca Rock´n Roll ao som de Creedance, Beatles, Eric Clapton, Alice in Chains e outros para mim irreconhecíveis.
Então como esta é uma edição especial e comemorativa, seguem as receitas dos 4 pratos típicos de uma boa feijuca de domingão: arroz branco (ah fala sério, precisa mesmo colocar receita disso?), couve refogada com farinha Veneranda, laranjas amarelas (pois está cada vez mais difícil encontrar laranjas efetivamente laranjas) e o feijão propriamente dito. Vamos ao goró.

Ingredientes:

Para o arroz:

- 2 canecas de arroz branco;
- 1 colher de azeite da Olívia;
- sal a gosto;
- 1 cebola picada;
- 1 colher de chá de pasta de alho;
Tchê, vamos falar claro: acho um saco esse negócio de “uma colher de chá disso” ou “uma colher de sopa daquilo”. Como já foi comentado “n” vezes neste blog, é preciso muito feeling nas receitas, então não leve nada ao pé da letra, coloque a quantidade que agrada ao teu paladar e vai ser feliz.

Para a couve refogada:

- 4 couves;
- 1 colher de sopa de manteiga;
- 1 colher de chá de pasta de alho;
- sal a gosto;
- 4 colheres de sopa de farinha para churrasco temperada, se possível Veneranda, pois se é “Veneranda é pra você fazer delícias” ;o)


Para as laranjas:

- 5 laranjas;

- uma faca com a qual você possa descascar as 5 laranjas;

Para o feijão:

- 1 kg de feijão preto ou dar cor que você preferir;
- 1 kit feijoada (tem para vender no Bourbon e custa em média R$7,50 e vem pé de porco, joelho de porco, costela de porco, calabresas de diversos tipos, pimenta, louro, enfim, é uma arma química empacotada a vácuo);
- 4 calabresas grossas;
- 4 calabresas finas;
- 2 linguiças paio (uma lingüiça grossa e com gosto de fumaça, imprescindível para a receita);
- 200gr de bacon picado;
- 200gr de costelinha de porco defumada;
- 400gr de costela de porco;
- 6 folhas de louro;
- 4 tabletes de caldo de feijão;
- 6 pacotinhos de Sazon para feijão;
- 2 cebolas picadas;
- 1 colher de chá de pasta de alho;
- pimenta calabresa;
- misture num potinho orégano e manjericão.

Eu sei, eu sei o que você está pensando: “Ah pára, os caras vêm fazer receita com kit feijoada e ainda vêm pagar de cozinheiros, colé???”. Não seja assim meu querido, sem pré-julgamentos. Primeiro faz a porcaria e depois tu reclama. Se fossemos comprar todos os ingredientes separadamente (joelho, pé, etc...) gastaríamos pelo menos um terço a mais do que gastamos para fazer essa receita, e nosso objetivo além de fazer uma goró de qualidade aceitável, é manter uma culinária “roots” e bem “periferia”, acessível a todos e tal. Para tu teres uma idéia, montar uma feijuca dessas para 12 pessoas, sai em média R$60,00. Sim, R$5,00 por pessoa, então presta atenção aí e vamos ao que interessa.

Modo de fazer

As laranjas:
Descasque as laranjas. Parta-as em 4 pedaços e estão prontas. Se você conseguiu fazer até aqui, não desista, pense que você já fez 25% da receita.

O Arroz:
Em uma panela com óleo quente, dê uma dourada na cebola e adicione 2 xícaras de arroz. Dê uma fritadinha no arroz, adicione sal a gosto, pasta de alho e dê mais uma misturadinha. Adicione 4 xícaras de água, deixe a panela “meio tampada” em fogo baixo e aguarde até ficar pronto. Se você conseguiu fazer até aqui, não desista, pense que você já fez 50% da receita.

A couve:
Tire o talo das folhas da couve (tem gente que gosta do talo, então na verdade isso fica a seu critério), enrole as folhas em trouxinhas e vá picoteando. Você verá que a couve picada tem um volume imenso antes de ir ao fogo, mas não se iluda, depois de cozida ela não enche um prato. Numa frigideira aqueça uma colher de manteiga e frite a couve, adicionando sal a gosto. Se você tiver um Sazon para saladas (aquele do pacote verdinho), tasca nesse negócio que fica bom também. Depois de a couver ficar bem cozidinha, reserve-a numa bacia e na mesma frigideira, torre um pouco de farinha temperada (Veneranda hein, não esquece). Junte a couve nessa farinha e misture bem, até ficar visualmente irresistível. Tá feita a porcaria, e se você chegou até aqui, mas ahhh hein, 75% da feijoada já tá pronta meu irmão, nunca foi tão fácil uma receita no TCF hein. Vamos ao último passo.

A feijuca:
Tudo começa no dia anterior. Abra o pacote do kit feijoada e deixe-o de molho numa bacia com água para remover o sal, por umas 3 horas. Antes de ir dormir, troque a água dessa bacia e deixe-o a noite inteira submerso na água para remover bem o sal desse troço. Numa outra bacia qualquer, você já pode deixar o feijão, também submerso na água de um dia para o outro. Beleza, então vamos pular para a manhã seguinte. Como estamos falando de 1kg de feijão, é bem provável que você necessite de duas panelas de pressão ou faça duas vezes a receita na mesma panela (gênio!!!). Numa panela de pressão coloque 500gr de feijão, 2 tabletes de caldo de feijão, 3 folhas de louro, os pedaços de carne de porco que tiverem ossos (costelinha, pé, joelho, etc) devidamente picados (com o mínimo de carne), encha de água até ficarem uns 2 dedos de água acima do nível do feijão e leve ao fogo alto. Deixando-os, pelo menos 15 minutos na pressão (sendo que a panela vai levar uma meia hora até pegar pressão). Enquanto isso, vá picando todos os outros ingredientes (calabresas, bacon, paio, etc) e vá jogando-os numa panela grande o suficiente para caber tudo, fritando-os em óleo bem quente e reservando-os numa bacia. Logo estaremos misturando tudo isso na panela, e só para usar um pouco mais de gerundismo, logo estaremos desligando a panela de pressão, para estarmos misturando toda essa fritura com o feijão, para depois estarmos comendo essa joça e estarmos tendo pesadelos infernais com feijões gigantes a noite. Ok, depois de tudo frito, se já tiverem passado 15 minutos de feijão na pressão, desligue a panela, coloque-a sob a água fria da torneira para aliviar a pressão, aguarde seu brother sair correndo da cozinha com medo da pressão da panela e abra-a para que possamos temperar a feijuca. A essa altura, o cheirinho já deve estar despertando a curiosidade dos vizinhos, mas não te micha galo véio, que isso ainda vai deixar o vivente ai do lado sem “butiá nos bolso”. Com a panela aberta adicione dois pacotinhos de Sazon para feijão, a cebola, uma pitada da mistura de orégano e manjericão, uma colherada de pasta de alho, tampe novamente a panela e deixe na pressão por mais 3 minutos. Beleza, agora para finalizar, despeje o conteúdo dessa panela de pressão numa outra panela grande o suficiente, e misture toda a fritura que você fez anteriormente com as calabresinhas, sempre mexendo em fogo baixo. Adicione a outra panelada ou repita o processo caso você tenha uma única panela, e adicione tudo nesse “caldeirão” que a esta altura já deve estar macanudaço. Continue mexendo em fogo baixo e adicione um pouco da pimenta calabresa para dar aquele gostinho. Deixe pegando um gosto por mais uns minutinhos e vai ser feliz meu rapaz que isso aí deve estar que é uma depilada de virilha com cera quente.

Dicas do Japa:

- O processo de tirar o sal do kit feijoada é importantíssimo, caso contrário teu feijão vai ficar um lance assim meio Boitatá com língua de fogo e talz, além de que, os hipertensos da família, principalmente os mais velhos, te serão gratos por toda a eternidade...
- a propósito, caso você não tenha percebido, não use sal no feijão, não precisa. A quantidade de carne salgada que você usou nessa receita já irá atalhar teu caminho até Jesus significativamente;
- se o feijão ficar muito aguado, pois nem sempre a gente acerta de primeira, tasca farinha de mandicoca nesse caldo para engrossar. Vai por mim, já te botei em fria alguma vez? Hein?! Hein?!
- no processo de cozimento da feijuca, tasca uma caipira. Durante a feijuca uma cervejinha e depois da feijuca uma bomba de chocolate e teu caminho até Jesus já estará atalhado em 70%.
- peguei uma barbada com a minha cunhada bióloga pra limpar a couve que não tem erro. Tasca a couve numa bacia com água e um pouco de alvejante que todos os bichinhos vão seguir sua jornada e deixer a sua couve em paz para consumo. Vai por mim que já vi coisas saírem de uma couve que você nem imagina.
- se você quiser fazer numa ordem que fique tudo pronto ao mesmo tempo (para servir quentinho e talz), faça a feijuca até a parte onde você troca de panela. Quando botar o feijão no panelão, começe a fazer o arroz. Quando colocar as xícaras de água no arroz, faça a couve, e as laranjas, obviamente, você pode ter deixado descascadas e partidas desde o início.

Trilha sonora para acompanhar a receita: Dois brothers amarradões em Creedance, Beatles, Eric Clapton e afins ;o) Vai que da certo né?!

Have Fun, aloha e coisarada.

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27.11.07

Fanfarrões Fastéis de Forno Fem Fermento


Bah, numa visita de médico pra dar o cavalo (carona) ao cumpadre depois do jogo, tu aproveitas a chuva e o chimarrãozinho pra discutir a boa da noite. Melhor ficar por casa porque a chuva tá forte, mas pra reunir a galera, tens que ter um prato divertido e prático, daqueles onde tu podes colocar todo mundo no serviço.... hehehe. Pastéis de forno são o bicho, e a massa caseira é feita sem fermento meu velho... queres maior barbada que essa?

Ingredientes para a massa do pastel:

- farinha de trigo (pode ser bem menos de 1kg)
- sal
- um ovo (ou dois se fizeres com mais de 400g de farinha)
- óleo
- manteiga ou margarina
- leite frio
- uma garrafa de vinho

Modo de Fazer

Tá. Não tem erro, ou como diz um amigo meu quando me vê postando receitas novas, "bem que já me disseram que bandido tem cara de gente!". Neste caso em particular, eu fiz os recheios antes, pois eu queria que quando o pessoal chegasse eu nao estivesse literalmente com a mão na massa. Para os recheios, como na maioria das minhas receitas, tu abres a geladeira e vê o que tens à mão, o resto é por tua conta índio velho! Eu tinha calabresa, coraçãozinho, bastante cebola, milho, carne moída, ricota, brócolis, rolou até uns pedacinhos de filé de frango com molho de tomates. Claro, cozinhei e fritei os ingredientes para os recheios em separado e reservei (bah, tu nao sabes a tiriça que eu tinha pra escrever a palavra "reservei" em alguma receita). A carne moída eu dei uma boa fritada com bastante chili que é vendido no mercado público em poa na banca do holandês (óia o jabá rapá). É possível verificar os recheios ainda separados na foto que acompanha.
Bom, daí, colocando a cervejinha pra gelar no baldinho e esperando a galera, tu jah vais dando um up na louça... principalmente no fogãozinho tropeiro que usaste pra fazer a mó sujeira na hora de fritar a calabresa, cebola, coraçãozinho, etc. Té parece q o vento minuano passou por ali.
Quando a galera chega, a ceva ainda não deve estar gelada, pq se jah estiver, provavelmente tá pela metade né? Claro como o céu da campanha em janeiro de ano bissexto. Tchê, não te acanha... bebe o vinho da garrafa que tá na lista pra poder usar essa garrafa depois. Então tu pegas uma bacia (tigela) e colocas a farinha, a manteiga (umas 74g) um copo de leite frio e, em um xicara tu bate o ovo cru com um pouco de óleo e depois atira na bacia também. Começa a sovar, mas te atraca como mosca na mer... e faz aquilo ali virar uma massa de uma consistência quase de argila. Daí tu colocas essa massa pra dar uma descansada na geladeira por uma meia hora enquanto a galera jah toma aquela geladinha e petisca a entrada que também ficou por tua conta.
Ao tirar a massa da geladeira, abra a mesma usando a garrafa como rolo de massa (ahhh muleeeeque) até a espessura de uns 2mm e use a tampa de uma panela ou um prato pra recortá-la em "pizzas" redondinhas. Nesse momento, com o forno pré-aquecido, vá montando um pastel com cada recheio e/ou misturando os mesmos e dobre as massas em meia-lua, "vedando" com a pressão dos dentes de um garfo por toda a volta da meia-lua. Com uma pulverizada de farinha em uma forma, tu colocas os pastéis um ao lado do outro e atira no forno.
Minutos depois, tira dali, dá uma sopradinha e mete pra dentro nego véio... com aquela geladinha... e o barulhinho da chuva... e cheio de mulher na volta... bah... chegô a me pretiá as banana. Olha, receita justa como dedo no nariz... é boa como de cagar e andar em volta (expressão do vô ney).

Dica do Japa

- Tchê, era bom botar queijo junto com alguns dos recheios pra o pastel não ficar "seco". Uma ricota já ajuda!
- Bah, um óleo de olívia ou uma mostardinha/ketchup acompanhando os pasteizinhos, nóssinhora!
- As vezes nao se faz necessário o sal na massa, pois os recheios sao salgados o suficiente, mas vai por mim que na maioria das vezes que fiz essa receita, a massa ficou tão ou mais gostosa que o recheio.
- Use uma superfície resistente para abrir a massa... uma mesa as vezes pode ser frágil, que tal a pia da cozinha bem limpinha?

Trilha sonora para acompanhar a receita: o cd G Love's Lemonade, onde o cara consegue unir um sonzinho surf com uma gaitinha de boca beeeem legal, naquele estilo blues que eu me amarro!

Aloha!

18.11.07

Layers de polenta e lombo com limão e alecrim


Tudo começa naquele dia em que tu acordas e pensa se vale a pena a correria pra matar as charadas que tu agendou. Claro que vale, o maximo que vai acontecer é dar tudo errado. Uma vez jogando no parque tu tomas uma bolada na cara, um rapa de um doente que nunca pegou uma bola de basquete e um cotovelaço "sem querer" de um brother. O que mais pode acontecer? Eu respondo... eu respondo: O saci aquele que rompeu o tendão e de alguma forma deseja dar continuidade à saga, aparece no parque e diz em alto e bom som que a tua casa foi sorteada "aleatoriamente" pra sediar o rango do dia. Pronto, e o cardápio? Dont worry, what you see is what you get: decidimos o cardápio dentro do supermercado, minutos antes de darmos inicio aos trabalhos e, ainda demos de cara com o brother incumbido da bebida lá. Eis que surge a pergunta que não quer calar: "será que eu vou ser sempre o último a saber?"! Segue a ata da reunião inside the store:

Ingredientes

- Um pacote de 500g de polenta temperada
- um pedacinho de lombo de porco (hehehe, 1kg serve)
- alguns limões
- alecrinzinho e um temperinho mais forte, industrializado pra dar cor e sabor
- umas calabrezinhas
- um potinho de requeijão
- queijo (pode ser aquele vendido em tirinhas tipo "ovos moles", bahh me puxei)
- óleo e um salzinho da bruxa

Modo de preparo

Ah meu querido, começa colocando a ceva no baldinho, saquinho de gelo acompanha com um pouquinho d'água para dar o start (vai por mim que o meu freezer é potente pacas e perdeu pra esse processo aí na arte nórdica de gelar o líquido precioso).

Bueno, pra não perder tempo, coloque para ferver um litro e meio de água em uma panela grande com um fio de óleo enquanto tu já passa o tempero por sobre o porco e depois de colocar o alecrim sobre o mesmo atira essa belezura dentro do forno pré aquecido. O brother já vai ajudando com a louça enquanto o terceiro elemento mistura a polenta com água fria (essa mistura, depois de homogênea é incorporada na água que já deve estar quase fervendo).

O caboclo que se desocupar primeiro já confere se a bebida está no ponto e, independente da resposta, bota o muchacho a picar a calabresa. Nesse meio tempo, em virtude das habilidades adquiridas em todo esse período em que nos reunimos, já tínhamos realizado a entrada de tomates recheados e estávamos tentando comer sujando o mínimo possível (hehehe, impossível).

Meu velho, a essas alturas do campeonato, a polenta diluída na água fria e incorporada à água fervendo minutos atrás (diga-se de passagem que deve ser sempre mexida com uma colher, sem que levantem bolhas no processo de preparo) já deve estar quase ou efetivamente pronta (tu sabes disso quando ela adquire uma consistência única entre o estado líquido e o sólido da matéria). É neste momento que tu tiras o porco do forno pra dar um conféris e expreme alguns limões sobre o mesmo, jogando o mesmo no forno novamente pois ele ainda não deve ter assado por completo (até o centro). Tah, agora tu pegas uma travessa que pode ir ao forno e intercala uma camada de polenta, uma de requeijão, uma de calabreza e assim vai terminando com o queijinho por cima (se tiveres queijo suficiente para todas as camadas, melhor). Colocas então a "lasanha de polenta e calabreza" no forno junto com o porquinho delicioso que lá reside e liga o dourador do forno pra deixar o porco ainda mais atraente. Espera uns minutos enquanto tu te delicia com a ceva que o brother trouxe e está beeeem geladinha e depois tira os pratos do forno e te acaba!

Dica do japa

- não inseri na receita nenhum apontamento sobre o sal, tu podes salgar o que quizeres o tanto que quizeres, mas não te esqueces que os temperos podem fazer esse trabalho sozinhos. Talvez ao fazer a polenta tu possas colocar um pouquinho de sal, contudo, cuidado!
- saladas verdes acompanham o prato, no caso rolou uma alface e por sobre o prato principal adicionamos pitadas de salsinha e cebolinha
- a receita é voltada para o trabalho em equipe, ideal para quando cozinhamos entre duas ou mais pessoas.
- outra dica é servir logo que a gororoba sai do forno, pois o queijo ainda está daqueeeeele jeito!

Trilha sonora da receita: Kanye West - Gold Digger
Entretenimento áudio-visual para auxílio degustativo do prato: Jason Kidd enganando até o diabo na quadra de basquete, pode ser conferido nos melhores DVDs da NBA.
Aloha!

14.11.07

Batatas Recheadas - chupa essa manga!


Tá, a galera está te cobrando aquele rango faz tempo, tu estás sem muitas idéias e queres (como sempre) fazer um rango fácil, barato, rápido, gostoso e que impressione. Tá na mão queridão... é só fazer a batata recheada... Vai por mim que essa é quente, nao vai te deixar na mão, estufa tri bem o povão e o recheio rola no improviso, com aquilo que tu tiveres na geladeira. Segue o baile:


Ingredientes


- Batatas brancas (grandes, preferencialmente)
- forno
- panela com água
- óleo e salzinho da bruxa ("da bruxa" é só pra enfatizar)
- creme de leite ou requeijão ou qualquer coisa parecida
- abre a geladeira e traz o que tiveres de carne, frango, porco, qualquer coisa (nesse caso específico, linguiça toscana e um baconzinho: baaaaaaaaahhhhhhhh, toda a base!)



Modo de Preparo


O primeiro passo é cozinhar as batatas (depois de lavá-las, pq as mesmas vão ser devoradas com casca e tudo). A panela tem q ser meio grande pra cobrir as batatas por completo (e inteiras) embaixo d'água de cozimento. Bueno, até quando cozinhá-las? Cara, essa receita é roots e tu tens a liberdade de escolher. Eu sugiro... veja bem, sugiro... que seja até o ponto em que tu consigas enfiar um talher qualquer na batata e ela "o receba" com tranquilidade. Resumindo, ela tem q estar beeeem diferente de uma maçã (huahuauha, isso me lembra uma outra receita de um brother em que a batata ainda não tinha ficado cozida o suficiente e o prato parecia ter
sido feito com maçãs, lembra spk?).

Bueno, enquanto as batatas estão a cozinhar, te atraca na gororoba que vai servir como recheio. Neste caso em específico, encontrei linguiça toscana, bacon e outras coisas e cortei tudo picadinho e dei uma boa fritadinha e tal. Quando tava querendo ficar meio seco isso tudo, eu temperei com orégano, bastante curry, pimentinha calabresa (em pequenos flocos), pouco sal pra não morrer de pressão alta e poder tomar um cafezinho outra hora.
Cara, seguinte, dá-lhe com creme de leite nessa mistura toda. Bom, seguinte, na porta da geladeira tinha uma tal de mostarda (aquela amarelada, industrial) com pedacinhos de semente e tal, e bem no estilo extra-forte. Adivinha? Resbalou e caiu bem dentro do recheio q eu tava
fazendo... q peeeeena! Meu velho, vou te contar... ainda bem q eu erro nessas receitas, pq se eu acertasse... eu tava bem ferrado!

Tá na mão... daí tu pegas essas batatas recém cozidas, ainda quentes, Muhuhahahaha, e corta elas pela metade ao comprido como se fosse um bigmac. Se der, faz tipo uma conchinha, tira um pouco do miolo da batata pra colocares o recheio. O que tu vais fazer com o miolo da batata? Sei lah cara, inventa um purê e tal... mas o interessante eh completar essas metades aih com bastante recheio maluco e dispor essas batatas em uma forma para ir ao forno pré-aquecido na temperatura que tu quiseres pelo tempo que tu achares melhor, pra dar aquela douradinha sabe? E pra fazer com que a batata absorva também um pouco do recheio. Na foto da receita, eu não tinha a manha de cortar a batata ao meio (até pq na maioria das receitas a gente dá um peitaço e o que sair saiu, mata-se a cobra e mostra-se o pau, e se eu não sou ligeiro os quatis me lambem), então tirei um tampão da mesma e paguei de topeira esburacando o meio da batata.

Tchê, tu achaste difícil? Difícil é cantar parabéns e bater palmas ao mesmo tempo... essa receita aqui é pra guri novo ir agregando feeling no processo de se virar sozinho.

Dica do Japa

- Hehe, cuida bem das batatas cara pois elas são a base pro teu recheio, literalmente;
- Podes fazer uma gororoba com carne moída pra usar como recheio, deve ficar o canal!
- Note que se tu fizeres alguns passos em simultâneo (cozinhar as batatas e fazer o recheio ao mesmo tempo, por exemplo), a receita até que fica relativamente rápida!
- Não tenha medo de errar, como eu disse, se acertares, aí é q tens que se preocupar!
- Podes colocar também umas ervas malucas no recheio e/ou por sobre ele, talvez até um queijinho ralado, bah, quase me babei agora.
- Se tu tens algum convidado(a) pra comer (hehehe), que é daquelas pessoas que acha que a vida é um moranguinho e não come isso e não come aquilo, já dá o aviso de antemão: "olha, vamos comer batata com casca e tudo!". Daí a figura já vai saber que a coisa toda é roots mesmo!

Trilha sonora da receita: Marvin Gaye - I Heard It Through the Grapevine

Entretenimento áudio-visual para auxílio degustativo do prato: meu amigo Samuel L. Jackson numa performance inesquecível, incorporando o legítimo bluesman ao cantar sobre a inevitável decepção do homem no assunto amor. Confere no filme "Entre o Céu e o Inferno." (Black Snake Moan, 2007. Direção:Craig Bewer. Elenco: Christina Ricci, Samuel L.Jackson, Justin Timberlake e outros)

Idealizador e hábil executor da receita: Vagner Pantufa

Aloha!

18.9.07

Lentilha pegada com aipim beeeeeeeem fritinho


Pois é. Dizem que um dos segredos para um site/blogg/wiki/página pessoal/ ou qualquer outra baboseira que você escreva on-line dar certo, é mantê-lo sempre atualizado. Não há nada mais frustrante para os seus visitantes do que entrar em um site e ver que o dono não o atualiza há meses, é uma ofensa, um desrespeito com sua vontade em visitá-lo, uma agressão. Nossa sugestão?? Procure um psicólogo e vá resolver seus problemas. Infelizmente não temos tempo sobrando para atualizar este blogg diariamente e muito menos semanalmente. E acredito que você que está lendo essas linhas agora também não o tem, portanto deixe de ser chato e continue passando aqui de vez em quando para ver se tem rango novo ;o)

Mas então, segue uma receita de uma lentilha bem pegada com um aipim beeeeeem fritinho. Eis que de repente e não mais que de repente essa catrefa se reune no msn e decide fazer uma lentilha bem pegada. Como já mencionei numa receita passada, nosso humilde "colaborador" (que não colabora em absolutamente nada) Firpão, tem uma "fissura" em descascar aipims, logo, nada mais justo do que deixá-lo a cargo dessa tarefa, por muitos seres normais considerada como "um porre". E fala sério, uma lentilha com um aipimzinho fritinho é o que há. Mas qual não é a nossa surpresa que o cara me coloca o aipim a fritar e esquece da vida bebendo o vinho do gringo, hehehe. Bah Firpo, esse aipim beeeeeeem fritinho vai ficar na história cara.

Ingredientes:

Para a catrefa:

- uma noite fria pra caramba;
- 3 desocupados numa quinta-feira a noite;
- 2 garrafas de vinho do gringo;
- 500gr de aipim beeeeeeeem fritinho;

Para a lentilha:

- 2 linguiças calabresas picadas em rodelinhas;
- 300gr de bacon picadinho em cubinhos;
- 4 linguicinhas calabresas finas picadas em rodelinhas;
- 6 cebolas grandes picadas (ma qu tanta cebola que vai nesse troço criatura...);
- 3 colheres de alho desidratado (aquele do saquinho sabe?);
- sal a gosto;
- 2 pacotinhos de Sazon pra feijão (já que ainda não vi Sazon para lentilha ;o)
- ah sim, um pacote de lentilha, claro;

Modo de preparo

- Coloque o pacote de lentilha numa vasilha cheia d'água e deixe reservado. Duas horas depois, quando ela estiver meio gordinha, coloque essa lentilha nessa mesma água a cozinhar numa panela comum (pelamordeDeus, não vai me colocar a lentilha em uma panela de pressão, que é capaz de entopir o bico e explodir a tua cozinha ainda - Spk mostrando seu lado dramático). Enquanto a lentilha vai cozinhando, frite as calabresinhas em duas colheres de azeite bem quente e reserve-os. Frite o bacon e reserve-os. Frite a cebola e reserve-as. Na panela da lentilha, que a essa altura já deve estar uma beleza, adicione os 2 pacotinhos de Sazon e sal a gosto (não muito, pois a calabresa e o bacon também se encarregarão de salgar esse troço).

- Agora vá adicionando um a um na panela, sem deixar de mexer, o alho, a cebola, as calabresas e o bacon. Vá mexendo de vez em quando em fogo baixo, bebendo um vinho e vendo o seu brother queimar o aipim ;o) Deixe em fogo baixo por uns 5 minutinhos e tá feita a paçoca.

Dica do Japa:

- Não queime o aipim. Mas se bem que mesmo queimado aquele aipim tava bom pra caramba... (deve ter sido efeito do vinho);
- Se você quiser pode usar alho em pasta ou mesmo alho cru, ao invés do desidratado.
- Adicione umas ervas ou qualquer coisa verde (cebolinha, salsinha, hortelã...) que vai ficar que é um dedo destroncado.

Trilha sonora da receita: Graça - Exaltasamba

Entretenimento áudio-visual para auxílio degustativo do prato: Os vídeos do The Cooking Fellowship que em breve estarão no Youtube (mas ahhhh).

Idealizador e hábil executor da receita: Spk, Firpo e Pantufa.

Have fun

t+

Spk

17.9.07

Ensopado de Rabo com Aipim (malicioso vc hein!?)



Mas ahhh. Pintou um feriadão sem sol, o dia com aquela cara de quem comprou bicicleta mas na real queria era casar, rolou um telefonema, dois telefonemas, 3 telefonemas, e o resultado foi um ensopado com rabo de boi e 2 garrafas de vinho tinto do gringo. É lógico que esse rango tem que ficar registrado, então segue a receita do goró.

Ingredientes:

- 1,5kg de rabo de boi (seguinte, tão vendendo a R$5,35 o kg no mercado público de POA);
- 2 tomates picados;
- 2 cebolas picadas;
- 2 caldos de picanha;
- 500gr de aipim;
- meia taça de vinho tinto;
- sal a gosto;
- 2 pitadas de alecrim;
- um brother amarradão em descascar aipim (vai entender), que fará o serviço sujo da receita no nosso caso, o Firpo ;o)

Modo de preparo:

- A primeira tarefa a ser feita é colocar seu rabo a cozinhar numa panela de pressão. Coloque seu 1,5kg de rabo numa panela de pressão com 2l de água e 2 tabletes de caldo de picanha e deixe cozinhar até seu rabo ficar bem molinho. Esse processo leva aproximadamente uns 50 minutos até que a carne esteja quase desprendendo do osso (isso vai ficar uma beleza rapá, vai por mim). Depois que o rabo estiver pronto, reserve-o e coloque o aipim que seu brother descascou e partiu a cozinhar na mesma panela de pressão, com a mesma água que sobrou do rabo. O processo de cozimento do aipim você terá que acompanhar de perto, pois você é que sabe se prefere o aipim mais durinho ou mais molinho.

- Beleza, depois de ambos cozidos, vamos colocar a mão na massa. Em uma panela de ferro grande, adicione 3 colheres de azeite e coloque a fritar o rabo do bichinho. Quando estiver com aquele aspecto bem coradinho, adicione as cebolas e os tomates e tempere com sal a gosto. Mexa até que a cebola esteja bem amarelinha. Adicione 2 xícaras do caldo do rabo que está na panela de pressão, o alecrim, o meio cálice de vinho tinto e deixe cozinhando opr uns 10 minutinhos. Para finalizar, adicione o aipim na panela, beba o vinho que sobrou no cálice e vá ser feliz...

Dica do Japa:

- Esta receita não é de rabada. Nós faremos uma rabada futuramente, mas essa receita é de ensopado. Se não era o que você esperava, vá ser feliz em outra receita.

- Não deixe o aipim ficar muito mole no cozimento, senão quando você o colocar na panela de ferro com o rabo ele desmancha rapidinho.

- Umas pitadas de pimenta do reino nessa receita dão aquele brilho especial. Vai por mim, já te botei em fria antes??

Trilha sonora da receita: Na Madrugada - Amigos do Samba

Entretenimento áudio-visual para auxílio degustativo do prato: Eu e meu brother Vaguinho Pantufa Vamoquebratudo McCollins cantando "Points of Authority" do Linkin Park, huahuahua. Imperdível, inesquecível, inenarrável... "Forfeit the game Before somebody else Takes you out of the frame, Puts your name to shame Cover up your face, You can't run the race, The pace is too fast you just wont last..."

Idealizador e hábil executor da receita: Spk

Have fun

t+

Spk

Almôndegas de fim-de-noite ao molho branco amarelado


Pois então. Após uma longa temporada sem postar nada nesse humilde blogg, vamos aliviar um pouco o stress da semana postando uma receita nova nesse espaço magnífico que o Google nos cedeu. Infelizmente procuramos publicar ao menos uma receita nova por mês, e apesar dos pedidos (e acredite, eles existiram), o mês de agosto passou em branco por aqui. Não que as receitas não tivessem saído, apenas não houve tempo ocioso para publicá-las mesmo, portanto agora vai uma sequência de 3 receitas para ver se reconquistamos a credibilidade de "fazedores de comida" (pois não temos a pretensão de insultar a classe dos cozinheiros), que conquistamos a duras penas ou melhor, sabores ;o).

Essa receitinha de almôndega é uma barbada, fácil e de baixo custo, que você pode fazer com uma mão nas costas e tomando o vinho do gringo com os brothers.

Ingredientes:

- 1Kg de carne moída (neste ponto é faz-se necessária sua intervenção, pois se for cozinhar para pessoas que você gosta compre guisado de 1º, senão taca de 2º mesmo que eles não vão nem notar a diferença);
- 1 ramo de salsinha picadinha;
- 2 embalagens de caldo de picanha em pó;
- 2 colheres de margarina;
- 2 ovos;
- 2 cebolas (uma delas para o molho);
- meia xícara de farinha de trigo (se você estiver no nordeste usa Sarandi que é da família);
- meia xícara de farinha de mandioca (usa Veneranda, não vai me estragar a receita né);
- 1 pacote de queijo minas;
- sal a gosto;

Para o molho:
- 1 pacote de ricota;
- 1 copo de requeijão;
- 1 caixinha de creme de leite;
- uma das cebolas que você separou lá em cima, devidamente picadinha;
- 3 colheres sopa de vinho branco;
- sal a gosto;

Modo de Preparo:

- Uma barbada, mas meio demoradinho. Enfim, em um recipeinte grande o suficiente para que você possa misturar tudo, espalhe o guisado e vá temperando-o com o caldo de picanha em pó. Deixe o guisado lá na paz de Jah, descansando, enquanto você frita uma das cebolas em duas colheres de margarina. Frite-as com uma pitadinha de sal até ficarem em douradinhas e reserve. Voltando a atenção para o guisado, adicione os dois ovos e continue mexendo com as mãos até que o ovo esteja bem disolvido na carne. Adicon a farinha de mandioca e continue misturando, por uns 5 minutos. A idéia é que fique o mais homogêneo possível. Adicione a farinha de trigo e mexa por mais 5 minutos. Adicione aquela cebolinha na manteiga que está reservada
e mexa por mais 5 minutos. Adicione a salsinha picadinha e já sabe né? Vá misturando até ficar bem consistente. Quando estiver bem firme, tempere com sal a gosto.

- Até aqui tudo bem não é?! Certo, então segue o baile. Corte o queijo minas em pequenos cubinhos. Separe uma porção grande o suficiente para enrolar um pedacinho de queijo dentro, e feche a almôndega com o queijo minas no seu interior. Vá enrolando as almôndegas com um pedaço de queijo dentro, e quando estiverem prontas, coloque-as no congelador ou freezer.

- Enquanto as almôndegas estão congelando, vamos fazendo o molho. Numa panela aqueça um pouco de azeite da Olívia e doure uma cebolinha picadinha. Quando estiver bem dourada, adicone um pouco de farinha de trigo (cuidado nesse processo para a farinha não grudar no fundo da panela). Misture por 5 minutinhos e adicione o creme de leite. Continue mexendo e adicione o copo de requeijão. Mexa por mais alguns minutos, até que fique bem consistente e adicione a ricota raladinha no molho. Mais uns minutinhos mexendo e você já pode adicionar as 3 colheres de vinho branco e sal a gosto. Desligue o fogo e deixe a panela tampada, curtindo o vinhozinho.

- Beleza, agora você terá que intervir novamente pois esse é um momento crucial na receita. Você pode escolher por fazer as almôndegas fritas ou no forno. Seja qual for a sua opção, retira as almôndegas do congelador, frite-as (em óleo bem quente) ou asse-as (numa forma bem untada). Depois de prontas, esparrame o molho sobre as almôndegas e vá ser feliz...

Dica do Japa

- Faça as almôndegas fritas;
- Você pode adicionar outros tipos de queijo para fazer o molho ou mesmo substituir a ricota por um outro de sua preferência.

Trilha sonora da receita: Pela hora do Fundo de Quintal (mas ahhh... "Eu sei que vai dar bololôô")

Entretenimento áudio-visual para auxílio degustativo do prato: Grenal de domingão onde o Grêmio mete 1 x 0 no rival e acaba o ano com vitória nos 2 gre-nais realizados no ano.

Idealizador e hábil executor da receita: Spk

Have fun

t+

Spk

26.7.07

Paella Camponesa de domingão com família reunida




Há muito tempo eu vinha correndo atrás de uma paellera, barata, que não deformasse, não soltasse as tiras e não tivesse cheiro ;o), e depois de muito procurar finalmente encontrei (para quem se interessar, tem ali no Shopping Total, mas não sei o nome da loja e mesmo que soubesse não diria pois não estou ganhando nada por esse jabá ;o). Ta bom, ta bom, é uma que tem lá no térreo, próxima as agências bancárias, se não me engano é Casa do Gaúcho ou algo do gênero). Enfim, comprei a tal da paellera e me ocorreu que eu não sabia fazer paella, hehehe. Tive que recorrer ao meu cunhado Eduardo (que nas horas vagas é meu Shidoshi na arte culinária), e reuni a família para uma paella camponesa (wazahhhhhhhh). Me lembro que no dia em que fizemos esse troço faziam três (sim, eu disse TRÊS) graus Celsius em Porto Alegre, então se a sua idéia é reunir a família na volta do fogo, não tem pedida melhor.

Vamos ao goró.

Ingredientes:

- 500 gr de picanha suína devidamente picada em cubinhos;
- 500 gr de alcatra devidamente picada em cubinhos;
- 500 gr de patinho devidamente picada em cubinhos;
- 2 peitos de frango devidamente picados em cubinhos;
- 400 gr de calabresinha fina picada em rodelinhas;
- 1 pacote de coração de galinha;
- 150 gr de bacon picadinho;
- 3 cebolas grandes picadas;
- 5 dentes de alho picados;
- 2 pimentões vermelhos picados;
- 2 pimentões verdes picados;
- 2 pimentões amarelos picados;
- 600 gr de ervilhas limpas;
- 600 gr de vagem limpa e sem talo;
- 1 ramo de salsinha picadinho;
- 1 vidro de azeitonas (verdes ou pretas), sem sementes;
- 1 vidro de palmito;
- 1 vidro de mini-milho;
- 1 kg de arroz parbolizado;
- 5 caldos de picanha em tabletes;
- 5 colheres de sopa de açafrão em pó;
- 4 copos de vinho branco suave;
- sal a gosto;
- 1 lata de azeite de oliva;
- seu décimo terceiro e metade das férias para comprar isso tudo ;o);

Modo de preparo:

Não se assuste, apesar da quantidade de ingredientes, tudo não passa de um carreteirão com caldo amarelo ;o). Para começar, coloque bastante água para esquentar enquanto você pica o que tiver para ser picado nos ingredientes. Depois de fervida a água, adicione os tabletes de caldo de picanha numa vasilha e derrame um litro de água fervendo para que eles se dissolvam. Numa outra vasilha, adicione as 5 colheres de açafrão e derrame outro litro de água quente no açafrão. Reserve-os e vamos a segunda etapa.

Acenda o fogareiro, coloque a paellera com umas 8 colheres de sopa de azeite no fogo e deixe esquentar bem antes de começar a colocar os ingredientes. Vai com calma, sem pressa, abre uma garrafa de vinho, vai contando umas piadas que tudo vai se resolver ;o).

Quando o azeite estiver bem quente, vá adicionando as carnes conforme esta sequeência: primeiro o porco, e vá mexendo para que ele frite sem grudar na paellera. Depois vá colocando o patinho e a alcatra, mexendo sempre. Se o seu fogareiro lhe permitir controlar o fogo, vá fritando com os aquecedores em fogo alto que é bem prazeroso ver as pessoas te olhando com aquela cara de “Ai, ai, ai, tomara que ele saiba o que está fazendo”. No meio do paellero vai juntar um caldinho que a carne solta, vá jogando a carne de um lado a outro para aproveitar bem esse caldo. Adicione os coraçõezinhos e o frango que são extremamente rápidos no cozimento e continue mexendo.

Muito bem, agora é chegada a hora de algumas verduras (calma, não me esqueci do bacon e das calabresinhas, elas vem logo em seguida; já te deixei na mão alguma vez??? ;o)). Abra um espaço no meio da paellera e coloque o alho e as cebolas picadinhas, bem naquele caldinho que comentávamos há pouco. Quando estiverem bem douradinhos, adicione o bacon e a calabresinha, mexendo sempre. Quando estiver tudo bem cozido, baixe o fogo que agora vem o momento especial.

Em fogo baixo, derrame o arroz parbolizado por toda a superfície da panela. De uma volta derramando o azeite novamente e depois adicione os 4 copos de vinho sobre a paellera. Derrame os pimentões coloridos sobre a panela e despeje aquela vasilha com o caldo de carne dissolvido e a outra vasilha com o açafrão. Salgue a gosto. Espalhe a salsinha por sobre toda a panela e sobre a salsinha espalhe a vagem, cobrindo toda a paellera. Espalhe na sequência as azeitonas, o mini-milho, a ervilha e os aspargos. Se necessário, adicione mais um pouco de água para o cozimento.

Tampe a paellera (ou cubra com papel laminado caso ela não possua tampa), e deixe no fogo baixo por uns 15 minutos. Ta pronto meu guri, destapa esse troço, chama o batalhão e vai ser feliz.

Dica do japa:

- Se você quiser, também pode utilizar champignons para esta receita que fica da bruxa;

- É praticamente um sacrilégio você comer uma paellera camponesa dessas sem pelo menos colocar umas gotinhas de pimenta no prato do vivente. Não precisa abusar, mas o sabor é outro com uma pimentinha no lombo. Vai por mim que eu nunca te botei em fria, ou vai dizer que já botei? hehehe

- Esqueci de comentar no início, mas nessas quantidades, comeram 11 adultos e 5 crianças. E deu ali, ali, hehehe.

Trilha sonora da receita: Mas olha, uma comilança dessas com família reunida, pega o CD do “Reinaldo e seus Convidados” volumes 1, 2 e 3 e deixa tocando na viola que a diversão ta garantida.

Entretenimento áudio-visual para auxílio degustativo do prato: Bom, eu tenho um irmão aqui que quando começa a contar “causos” é uma festa em pessoa, hehehe. Estamos estudando as possibilidades de alugar ele para as pessoas fazerem suas receitas ;o)

Idealizador e hábil executor da receita: Spk e seu cunhado Du;

Have fun

T+

Spk